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Como identificar meu propósito?

Nos últimos anos os gurus da motivação vêm instigando milhões de espectadores com um tema que tem tirado o sono de muitos. O formato de sucesso definido no passado, onde tudo se voltava para entrar em uma boa e estável empresa, dedicar-se a ela a vida toda e por fim se aposentar, já não supre mais as expectativas do ser humano moderno. A necessidade de encontrar um propósito de vida, que tenha significado e que traga o sentimento de realização pessoal, começou a bater à porta da sociedade atual. Uma vez identificado que esse é o ponto que traz inquietude ao coração humano, surge a grande pergunta. Qual o meu propósito?

A identificação dessa paixão de vida, àquela coisa que responde à pergunta “Por que eu existo?”, pode se tornar um verdadeiro pesadelo.

A verdade é que pouquíssimas são as pessoas que têm essa resposta de forma clara. Mas, posso te garantir, uma vez identificado, o brilho da vida recebe uma intensidade totalmente diferenciada. Para te ajudar nessa jornada de identificar sua paixão, vou te dar algumas dicas que vão direcioná-lo nessa busca. Além de tornar o processo mais rápido, é claro.

Como identificar meu propósito?

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 O primeiro ponto é: não se desespere. Quando optei por abrir mão da carreira de piloto de avião, algo que havia decidido ainda com quatro anos de idade, passei por uma grande crise para identificar minha nova paixão. Após tanto investimento de tempo e dinheiro para me tornar piloto, mudar de rota foi uma decisão dificílima e a busca por uma nova paixão levou mais de dois anos. Só então identifiquei o propósito de formar líderes de alta performance por meio de palestras e treinamentos. O grande ponto aqui é tornar essa busca algo intencional, algo que você reflete diariamente, mas sem fazer disso um peso.

Segundo ponto – responda à pergunta: O que eu não gosto de fazer? Esse é um excelente ponto de partida. Saber o que não gosta já traz muita clareza e começa a limpar a mesa para que você identifique sua paixão. Um dos erros mais comuns é o constante investimento no que não se gosta. Por exemplo, alguém que é formado em direito, que já passou num concurso público, mesmo que odeie o seu trabalho, tem a tendência de continuar a investir no seu desenvolvimento dentro dessa área. E a cada curso ou pós-graduação que pessoa faz, mais difícil fica para abrir mão daquilo que ela não gosta, afinal, ela já chegou muito longe. Então, identifique e pare de investir naquilo que você não gosta.

Terceiro ponto – responda as perguntas: Quando você entra na internet, o que você pesquisa? Que tipo de livro você gosta de ler? Que tipo de documentário assiste? Você se interessa por temas mais de exatas ou de humanas? Identificar de forma ampla o que você gosta irá afunilar a sua busca. Voltando ao meu exemplo, mesmo quando eu ainda fazia parte do mundo da aviação, eu já era apaixonado por liderança. Já lia sobre o assunto e eventualmente até ensinava sobre o tema a pessoas interessadas.

Quarto ponto: o que você faria até de graça? Se você ganhasse na loteria e fosse trabalhar só por prazer, o que você faria? Nunca me esqueço da minha primeira turma como instrutor na formação de líderes. Após anos de busca, após alcançar certificações no Brasil e no exterior, após investir muito tempo e dinheiro em capacitação, eu encontrei. Lembro-me de chegar em casa radiante e compartilhar com minha esposa. Encontrei, disse a ela. Eu faria isso de graça pelo resto da minha vida.

Responda essas questões e tenha paciência. Embora seja trabalhoso e muitas vezes envolva riscos, posso lhe garantir que o risco de ficar tudo como está é muito pior. Se você gosta de culinária, permita-se explorar um pouco disso, vá fazer um curso e conhecer um pouco mais. Se gosta de psicologia, converse com psicólogos, conheça essa realidade e, quem sabe, faça até uma faculdade para pelo menos se realizar e aprender sobre algo que gosta. E se você me permite uma última dica, lembre-se que nunca é tarde para começar a fazer o que se ama. Não importa sua idade, não importa quão alto você já chegou. A vida é uma só, e é melhor que você viva seus próximos anos de propósito

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10 dicas práticas para você se tornar um expert em oratória.

Falar em público é conhecido como um dos medos mais relevantes da sociedade. Há quem diga que, em certas culturas, essa fobia pode superar até mesmo o medo da morte. Porém, poucas competências são tão abrangentes como a oratória.

Dominar a técnica de falar em público traz incontáveis benefícios a qualquer profissional de qualquer área de atuação. Seja para apresentar um trabalho escolar, apresentar um projeto na empresa, realizar vendas, dar uma palestra, discursar em cerimônias,

Curso 10 dicas práticas para você se tornar um expert em oratória

10 dicas práticas para você se tornar um expert em oratória

advogar, defender uma tese de mestrado, destacar-se no cenário político, aumentar sua influência, ser promovido, tornar-se referência em um ramo, liderar… A lista continua com infinitas possibilidades.

Portanto, se você deseja se destacar, uma coisa é certa: você precisa saber falar em público.

E para acelerar o processo de aprendizagem dessa importante competência, quero compartilhar com você, leitor, 10 dicas práticas para falar bem em público.

1 – Organize previamente sua apresentação – A commodity mais cara da atualidade chama-se TEMPO. Quando você não organiza sua apresentação previamente, grandes são as chances de ser prolixo em seu discurso, o que reduz a atenção do ouvinte. Além disso, organizar os tópicos previamente evita que você deixe algum ponto relevante de fora.

2 – Ensaie, ensaie, ensaie – Não caia na tentação de improvisar. Escreva o que vai falar, leia e releia até decorar. Depois continue ensaiando até que a fala se torne natural. Steve Jobs chegava a ensaiar seus discursos por mais de oito horas. Quer falar como ele? Ensaie!

3 – Toque as pontas dos dedos – É isso mesmo. Uma das dificuldades das pessoas que não se sentem confortáveis em falar em público é o que fazer com as mãos. Essa dica simples é muito útil. Coloque suas mãos mais ou menos na altura do umbigo fazendo um formato de coração voltado para cima. Essa posição alinhada a uma postura ereta lhe dará conforto e passará confiança ao seu público.

4 – Faça pausas – A afobação em transmitir o conteúdo leva muitos oradores inexperientes a falar de forma contínua. O que pouca gente sabe é que a pausa é um dos recursos de maior impacto em uma apresentação. Ela eleva a expectativa do expectador e prende sua atenção. Em especial se usada logo antes da revelação de um ponto importante ou logo após uma colocação impactante. No segundo caso, isso permite que as pessoas processem o que foi falado, aumentando assim a retenção da informação.

5- Tom de voz – Cuidado para não se tornar monotônico. Falar sempre no mesmo tom de voz torna a apresentação cansativa e por vezes gera sono nas pessoas. Lembre-se que 38% da comunicação é feita pelo “como falamos”.

6 – Linguagem corporal – 55% da comunicação acontece baseada no que as pessoas veem. Uma linguagem corporal congruente com o que se está falando é fundamental para a boa transmissão do conteúdo. Lembra do ensaio que falei no segundo tópico? Está na hora de realizá-lo na frente do espelho para avaliar sua linguagem corporal.

7 – Fale de algo que acredita – Me lembro da primeira palestra que fechei com um cliente. Após terminar minha apresentação para a equipe contratante, a gerente de RH tomou a palavra e me disse: Ricardo, eu recebo pessoas aqui quase todos os dias oferecendo palestras e treinamentos, mas o seu brilho nos olhos ao falar de liderança realmente me conquistou. Vamos trazer sua palestra para nossa empresa.

8 – Olhe as pessoas nos olhos – Essa prática gera conexão. Não é para ficar encarando ninguém, mas passe pelos olhos da sua audiência. Isso torna a apresentação pessoal e gera a sensação de que foi um bate papo individual e não algo em grupo.

9 – Conheça seu público – Entender a realidade cultural, religiosa e política de sua audiência pode trazer grandes benefícios. Além de direcionar a linguagem a ser adotada, esse conhecimento pode te proteger de cometer gafes que cortem completamente sua conexão com o público. Você não vai querer falar do Flamengo para a torcida do Fluminense.

10 – Conte histórias – Exemplos práticos de preferência pessoais geram elevado nível de conexão com a audiência. Além disso, o grau de retenção do conteúdo se torna muito maior. Esse é um bom momento para adicionar humor ou drama a sua apresentação.

Sei que parece muita coisa para colocar em prática em uma apresentação muitas vezes de 10 minutos. Então, quero deixar uma última dica para você. Quanto menor o seu tempo para falar, maior a necessidade de preparação. Não desista, pratique esses pontos e você ficará surpreso com quão bom orador você também pode ser.